Meu interesse pelo cinema é anterior à própria graduação em História. Não era, contudo, um conhecimento sistematizado. Lembro-me que meu primeiro esboço de projeto foi sobre representações fúnebres. No decorrer do curso, houve alguns encontros, como o que em 2004 deu origem à primeira semana de cinema e história. Em outro momento, discutirei os meandros deste evento. Mas no final das contas, acabei não participando efetivamente dos debates.
Se há um começo de tudo, pode-se dizer que foi com um trabalho, para a disciplina História do Brasil República. Decidi fazer uma leitura histórica do cinema de Deus e o diabo na Terra do Sol e Cidade de Deus. Hoje, reconheço, que trata-se de pesquisa para doutorado, tendo em vista a própria diversidade e amplidão do tema. Nem havia uma problematização. Porém, bondosamente, ao escrever considerações sobre meu trabalho, o professor afirmou que eu levava jeito e que não poderia me ajudar a aprofundar, pois sua leitura sobre o tema, havia parado com os escrito de um tal de Jean Claude Bernadet. Eu já tinha conhecimento da existência desse cara, porém leitura mesmo de suas pesquisas, eu ainda não tinha efetuado.
Então o que eu tinha lido para escrever o artigo. Bem, além de um livro bastante resumido sobre a história do cinema brasileiro, escrito por Sidney Ferreira Leite, Revolução do cinema novo, de Glauber Rocha, O cinema da retomada, de Lúcia Nagib e Almir Rosa, alguns sites da internet que mostravam coisas escritas por Ivana Bentes. Além de ter visto os dois filmes, obviamente.
O relato do meu primeiro encontrou com a temática me faz refletir sobre os erros que cometi, principalmente por desconhecimento de uma tradição que existiu antes de mim. Que historiadores tiveram pesquisas com o mesmo tema que o meu? Isso nem passou pela minha cabeça. E a falsa realidade de pioneirismo só demonstrou a fraqueza das minhas primeiras produções. Mas o incentivo permaneceu.
Referência citadas:
LEITE, Sidney Ferreira. Cinema brasileiro: das origens a retomada. São Paulo: Perseu abramo, 2005.
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